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Semana 2 – trancados para fora, na estrada e num resort para cães

  • Foto do escritor: Matthias Fröhlich
    Matthias Fröhlich
  • 16 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

A segunda semana já parece muito mais familiar. Estamos num ritmo próprio, já não estamos presos num só lugar, e parece que estamos a percorrer Espanha com mais facilidade. A paisagem está em constante mudança: laranjais, montanhas, vastas planícies. E mesmo no meio de tudo isto estamos nós dois, Milo e Mooi, e o nosso Bäri.

Um dos pontos altos foi o camping que aceita cachorros em Ondara. Um lugar que não apenas tolera os cães, mas os leva a sério. Grandes áreas sem coleira, pistas de agility, muito espaço para correr. Mooi imediatamente entrou no modo "aqui está tudo sob controle". Milo teria adorado se mudar para lá imediatamente. Para nós, foi um lugar para respirar. Um café na mão, cachorros correndo por perto, sol no rosto. Era exatamente como tínhamos imaginado esta viagem.

Entre uma coisa e outra, dirigimos por paisagens verdadeiramente lindas. Longos trechos sem trânsito, aquelas cores quentes que só se encontram na Espanha. De vez em quando, uma breve parada, ligar o drone, passear com os cachorros, e depois seguíamos viagem. Nós dois percebemos como era bom nos desligarmos disso.

E então aconteceu nosso pequeno contratempo da semana. Nosso sistema de segurança é de primeira: alarme, GPS, correntes nas portas e a Mooi como uma sirene ambulante. O único problema é que colocamos as correntes à noite e esquecemos de tirá-las de manhã. As portas da frente destrancam, claro, mas não dá para abri-las com a corrente ainda presa. E lá estávamos nós, presos do lado de fora. Chaves dentro da van. Café dentro da van. Tudo dentro da van.

Com um pouco de acrobacia, um palavrão murmurado e um hematoma, conseguimos entrar. Não vamos revelar exatamente como. Mas agora sabemos: nossa apólice de seguro acaba se voltando contra nós mesmos.

Tivemos que fugir mais uma vez. O lugar parecia ideal a princípio, até que o fedor quase nos derrubou das cadeiras. Então, arrumamos nossas coisas e fomos embora. Sem problemas, foi mais um momento engraçado. Lição aprendida: às vezes, o nariz é quem decide.

A segunda semana foi uma mistura de natureza, pequenos contratempos, lugares incríveis e muita liberdade. Estamos chegando aos poucos. Não a um lugar específico, mas no processo de estar na estrada.


 
 
 

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